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A arte de antecipar as dificuldades |
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| O empresário precisa saber que apenas uma parte do dinheiro que entra no caixa deve ir para seu bolso |
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| Para prevenir-se contra crises, o empresário deve antes de tudo antever problemas, estudar o negócio, colocar no papel as contas e imaginar tudo o que tem a fazer para viabilizar um lucro sustentável. |
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| “Resumo isso em duas palavras: organização e planejamento. Não ser desorganizado com os compromissos e planejar o passo que vai dar antes de tomar a decisão. Deves-se antever o máximo de condições adversas que podem surgir e estar preparado para elas.” |
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| Bola de Cristal |
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| Reserva financeira – toda empresa precisa ter uma reserva financeira para momentos de baixa. O empresário saber qual é o volume de despesas mensais e garantir esse dinheiro. Imagine uma loja de calçados. Há um estoque de sapatos. Tem três funcionários. É preciso pagar o fornecedor e os salários, mas a loja não vendeu nada naquele mês. De onde vem o dinheiro? É nesse momento que as empresas lançam mão de empréstimos e com eles vêm os juros e o início do perigoso processo de endividamento. Daí a necessidade da reserva financeira. Pode ser um carro, um terreno, uma casa, um fundo de investimento, ações de outras empresas. Enfim, bens de que se pode abrir mão no momento de dificuldade. O difícil não é ter a reserva e sim mantê-la. Parte do lucro real apurado deveria ser reinvestido na empresa – na operação, na compra de estoque, capital de giro ou maquinário ou na formação de bens que constituam essa reserva financeira. |
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| Capital de giro – também para o dia-a-dia é preciso ter uma reserva em forma de capital, já que muitas vezes ocorrem situações em que ela tem de desembolsar mais do que recebe. Então precisa dessa reserva para operar a empresa. Não tendo esse dinheiro, ele aumenta o risco. Caso um cliente não pague, ele precisa atrasar um fornecedor, mas pode ser que atrasar com o fornecedor signifique ficar sem mercadoria para atender outro cliente. Isso é ruim para a empresa. |
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| Provisões – Existem despesas que, embora você não esteja pagando, elas estão sendo geradas mensalmente. Para cobri-las, há um processo chamado de provisões. Exemplo: o empresário tem de reservar mensalmente uma parcela do lucro para prever o pagamento de 13º salário que os empregados vão receber até o final do ano. É preciso que ele guarde, todo mês, um valor de custo para cobrir essa despesa. Se ele não fizer isso, no final do ano terá de lançar mão de caixa e entrar no vermelho. São várias as provisões – manutenção do imóvel, férias, impostos, etc. Não fazendo essa provisão, quando chega a época de pagar, se não tiver dinheiro, ele vai ter de recorrer ao banco. E aí começa de novo o ciclo de dívidas. |
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| Investimentos planejados – outra questão que prejudica a saúde das empresas é dar o passo maior que a perna. Uma empresa enxerga a necessidade de comprar uma máquina porque os pedidos estão aumentando. Mas é necessário planejar esse investimento no tempo. Se não der retorno, o empresário precisa saber se poderá cumprir o compromisso dele com gastos. Tomar dinheiro emprestado não pecado, mas ele tem de adotar um conceito importante: todo empréstimo tem de se pagar. O benefício que ele vai obter daquele dinheiro que tomou emprestado tem de ser superior ao custo que ele vai ter com aquele empréstimo. Se não tiver certeza disso, não tome o empréstimo. |
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