Edição 009 - 16/12/2009.

 
 
Como surgem as boas idéias?
Em um mercado cada vez mais competitivo, inovas e buscar boas idéias parecem ser palavras de ordem dentro das empresas. Ser criativo e pensar em algo novo podem ser ferramentas chaves para o sucesso de uma organização. O trabalho em equipe, nesse momento, é outro diferencial para que a boa idéia seja capaz de ser colocada em prática com eficiência.
 
Mas por que às vezes parece ser tão difícil inovar? Qual será a forma de mostrar a criatividade dentro da organização?
 
1) Existem situações, principalmente no âmbito profissional, que pedem para que sejamos criativos e que inovemos. Quais são componentes comuns na hora da inovação?
Inovação pressupõe ousadia. Ousadia pressupõe em trilhar novos caminhos. Para trilhar novos caminhos, é necessário acompanhar tendências, monitorar concorrência, conhecer profundamente o comportamento, a vida, o dia-a-dia do público alvo da sua inovação para assegurar-se que ela será útil, necessária e pertinente.
 
Outro componente importante é a noção que tudo pode ser melhorado. Quebrar paradigmas é motivação para o inovador. É o sujeito que não costuma dizer “quando cheguei aqui já era assim”, ou “cresci fazendo deste jeito, não vejo porque mudar”.
 
2) Ser criativo é ver a mesma coisa que os outros vêem, e enxergar algo diferente antes deles? Quando a criatividade pode se transformar essencial para a empresa?
É sim. Numa época de equiparações tecnológicas e fluxo irrestrito de informações a criatividade é fundamental para criar e mudar e, assim, conseguir nadar num mar limpo e longe de tubarões. Ou seja, achar brechas no mercado para novos produtos e serviços.
 
A criatividade pode significar a criação de uma empresa e até de um mercado. Alguns exemplos:
  1. o walkman
  2. o iphone – todos vinham numa tendência de diminuir o tamanho dos celulares, enquanto outros estavam pensando em ampliar suas funções.
  3. o redbull – num mercado já saturado por centenas de marcas de refrigerantes ela lança a era dos alimentos funcionais. Neste caso, a bebida energética e passou a ser líder mundial numa nova categoria.
  4. a Caixa Econômica Federal, com os feirões da caixa que facilitaram o acesso do consumidor ao sonho da casa própria. Eles reúnem o banco (dinheiro), com cartórios, imobiliárias e outros serviços para que a pessoa feche o negócio rapidamente, sem se deslocar. Criaram um mercado novo para eles.
 
3) Por que muitos profissionais nunca buscam inovar ou ser criativos? Por que sempre ficam na rotina padrão? É acomodação?
Acomodação, falta de condições das empresas que não valorizam as idéias, que não criam fórum para debate, que não investem em treinamento para que a pessoa tenha idéias novas etc. Além disso, é do ser humano buscar o conforto da rotina. A situação controlada.
 
4) Mas, também é de conhecimento comum que muitas vezes e em muitas áreas, o profissional pode sofrer alguns bloqueios que o impeçam de criar, de contribuir. Como evitar esse bloqueio?
Perguntando-se diariamente: “Há um jeito melhor de fazer isso?” Os japoneses chamam isso de Kaizen, a “melhoria contínua”.
Além disso, participar de cursos, congressos, seminários, ler sobre assuntos gerais e técnicos relativos à sua área de atuação, viajar, conhecer pessoas, circular por shoppings, mercados. Enfim, ampliar horizontes para colher referências novas.
 
5) A empresa que não investe e estimula os seus funcionários está fadada a ficar sempre no piloto automático, fazendo as mesmas coisas ou não existe relação?
Existe relação, sim. Muitas empresas, por falta de investimento nas pessoas e de facilitar o debate e geração de idéias, acabam sofrendo comercialmente. A perder mercado, diminuem investimentos e o ciclo perverso se completa. Como diz Kotler, não há produto commodity ou sem diferenciação que precise brigar apenas por preço. Existe, sim, falta de criatividade dos gestores que não conseguem criar relevância aos seus produtos e serviços.
 
Por Fábio Bandeira de Mello (Reproduzido do periódico Notícias Administradores – www.administradores.com.br)
 

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