Edição 009 - 16/12/2009.

 
 
Como tornar sua empresa mais competitiva? - Parte 1
(Artigo elaborado por Antônio Carlos Araújo, diretor da POINTER Consultoria, publicado na Revista Banas Qualidade – edição de novembro/2009. Será reproduzido no POINTER News em duas partes)
 
O que é competitividade?
 
O entendimento, a interpretação e a aplicação do conceito de “competitividade” podem ser muito amplos; passam pelo contexto estritamente esportivo, pelo biológico e até pelo dos negócios.
 
Cada um desses poderá ter abordagens diferenciadas e específicas, porém a essência e o significado serão os mesmos, ou seja, em todos está pressuposta “a competência para atingir uma meta, ou um objetivo, ou um limite, em um determinado período de tempo”.
 
Vejamos, segundo o Dicionário Aurélio:
 
  • com.pe.ti.ti.vi.da.de sf [De competitivo + (i) dade]
  • com.pe.ti.ti.vo [de competir + tivo] adj. 1.Relativo a competição; 2.Competidor; 3. Que causa competição; 4 Que tem capacidade para competir com outros produtores, vendedores, etc.
  • com.pe.ten.te adj. m. e f. 1. Que tem competência; idôneo, apto. 2. Adequado, próprio
  • com.pe.tên.cia sf. 1. Capacidade legal, que um funcionário ou um tribunal tem, de apreciar ou julgar um pleito ou questão. 2. Capacidade reconhecida em tal ou qual matéria, que dá direito de julgar sobre ela; aptidão, idoneidade. 3. Conflito, luta, oposição.
 
No campo esportivo, independentemente da modalidade – futebol, automobilismo, atletismo, etc., individual ou de equipe, o sentido será a competência para se atingir uma meta, um título, um troféu ou uma medalha. Na Biologia, este conceito fica ainda mais do claro, explicado e comprovado com a Teoria do Evolucionismo de Darwin: somente aquelas com competência sobreviveram e evoluíram.
 
De acordo Adam Smith, pai da economia moderna e considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico, a idéia básica da concorrência é que, uma vez competindo entre si, os atores envolvidos automaticamente estariam contribuindo para o progresso geral da sociedade. Com isso, as empresas passaram a gerir suas competências, adequando seus recursos para geração e manutenção de vantagem competitiva, administrando a evolução de sua participação no setor, em níveis mundiais ou locais, onde atua.
 
Dentro de uma visão mais atual e direcionada ao nosso tema, o Conceito de Competitividade proposto por Michael Porter, importante ícone dos princípios fundamentais da competitividade, é a habilidade ou talento resultante de conhecimentos adquiridos capazes de criar e sustentar um desempenho superior ao desenvolvido pela concorrência. Para Porter, o conceito mais adequado para competitividade é a produtividade. A elevação na participação de mercado depende da capacidade das empresas em atingir altos níveis de produtividade e aumentá-la com o tempo. A competitividade de uma empresa, dentro do segmento no qual está inserida, é traduzida pela competência com a qual ela desempenha suas atividades, e o valor final criado pode ser medido pela disposição dos consumidores em pagar pelos produtos e serviços por ela oferecidos.
 
Por que ser competitivo?
 
O fenômeno da Globalização caracteriza e estabelece os contornos de um panorama de alta competitividade, principalmente em função da velocidade das mudanças tecnológicas e do conhecimento, competição com fornecedores internacionais, ciclo de vida dos produtos (rápidas inovações), mudanças dos níveis de percepção do consumidor, desregulamentação de mercados, aspectos sociais (baixo poder aquisitivo, padrões de consumo, responsabilidades social e ambiental), econômicas (carga tributária, câmbio, infra-estrutura, taxas de financiamentos), políticas (debilidade das instituições, incertezas). Estes são alguns dos vetores que obrigam as organizações estarem um passo à frente dos competidores conscientes e conhecedoras do ambiente no qual estão inseridas.
 
Os níveis de competição a que estão subordinadas e a complexidade do ambiente empresarial forçam as empresas buscarem estratégias de sustentação e, mesmo, de superação na manutenção de seu status no mercado e ganhos futuros.
 
Também é sabido que “não se deve subestimar o oponente (concorrente)”, tampouco superestimá-lo; a organização tem que conhecê-lo na medida certa e dispor seu poderio (competências) com coordenação, articulação e sistematização na busca por uma melhor posição tática e estratégica no mercado.
 
(Continue a leitura deste tema na próxima edição do Pointer News)
 

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